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A internet pode ser um lugar confiável

Estamos vivendo na era da informação, porém, já não é mais considerada totalmente confiável e às vezes pode parecer completamente perigosa.

Tecnologia
4 semanas atrás
A internet pode ser um lugar confiável

Agora a questão é como podemos acabar com a disseminação de conteúdo enganoso, e ao mesmo tempo mantermos uma Internet com a liberdade de expressão em foco?

Entenda os fatos

Todo dia, ao redor do mundo, vemos muitos novos memes no Instagram incentivando os pais a não vacinarem os filhos. Vemos novos vídeos no YouTube explicando que a mudança climática é uma farsa. E em todas as plataformas, vemos inúmeras publicações feitas de difamação contra pessoas baseado em raça, religião ou sexualidade.

A web já faz parte do nosso dia a dia
A web já faz parte do nosso dia a dia

Isso se dá em parte graças ao crescimento desenfreado de plataformas de compartilhamento que nos permitem ir rolando, onde mentiras e fatos estão lado a lado, mas sem nenhum dos sinais tradicionais de credibilidade. E além disso, a maioria desse conteúdo nem disfarça ser notícia. São memes, vídeos, publicações. E a maior parte não é falsa; é enganosa. A desinformação mais eficaz sempre é aquela que tem uma pitada de verdade.

O termo “fake news” (notícias falsas) está sendo bastante usado por diversas pessoas para descrever muitas coisas que são, na verdade, bem diferentes: mentiras, boatos, farsas, conspirações, campanhas. Esse termo foi adotado por políticos de todo o mundo, de esquerda e de direita, como uma arma para atacar imprensas livres e independentes.

O fato é que a liberdade de expressão é um direito humano, não podemos simplesmente ir e apagar discursos que nos deixam desconfortáveis. Essa linha de pensamento é incrivelmente difícil de definir, pois, o que é uma decisão bem-intencionada de uma pessoa é censura indiscutível para a outra.

Nossas relações pessoais e profissionais são criadas e mantidas pela web
Nossas relações pessoais e profissionais são criadas e mantidas pela web

As pessoas continuam falando de apagar conteúdo “problemático” ou “nocivo”, mas sem definição clara do que querem dizer com isso, como Mark Zuckerberg, que recentemente reivindicou uma regulação global para moderar o discurso.

A cada segundo, milhões de conteúdos são publicados por pessoas do mundo todo em diferentes idiomas, recorrendo a milhares de contextos diferentes. Nunca tivemos mecanismos eficazes para moderar discurso a essa escala, seja impulsionado por humano ou por tecnologia.

Empresas como Google, Twitter, Facebook e WhatsApp, são plataformas de informação bastante amplo, e são justamente nelas que são criados várias notícias falsas. O problema é que nós mesmo compartilhamos cegamente conteúdo polêmico ou enganoso sem querer, o que acaba gerando mais poluição.

Desenvolvimento da solução

Não existe uma solução fácil para acabar com conteúdos mentirosos, qualquer resolução teria que ser lançada numa escala massiva, escala de Internet. Mas claro que diversas respostas para o problema estão sendo testadas, porém a maioria de nós não concordaria que multinacionais sejam guardiãs da verdade e da justiça on-line.

A maioria das mudanças que vemos só acontecem depois que jornalistas investigam e acham evidência de parcialidade ou conteúdo que viola suas diretrizes de comunidade. Então no caso, as grandes plataformas têm que ter um papel fundamental no processo, mas elas não podem controlá-lo.

Algumas pessoas acredita que regulamentação global do governos seria a última esperança em termos de sanear nosso ecossistema de informação. Mas o problemas é que eles estariam trabalhando no escuro, porque não têm acesso aos dados para entender o que está acontecendo nas plataformas. O que precisamos é de uma resposta global e não nacional.

Devemos manter a regulamentação da internet para podermos ter um ambiente seguro e confiável
Devemos manter a regulamentação da internet para podermos ter um ambiente seguro e confiável

A conclusão para tal assunto somos nós mesmo, pois somos aquelas pessoas que usam essas tecnologias todo dia. A ideia seria criar uma infraestrutura que reforce a qualidade da informação, ou seja, uma Wikipedia da credibilidade, onde os usuários possam dar ideias sobre decisões difíceis de moderação de conteúdo, podem fornecer feedback quando as plataformas decidirem que querem aplicar novas mudanças, por exemplo.

Entretanto, a experiência das pessoas com informação é personalizada, a linha do tempo no Facebook é bem diferente de uma outra pessoa, isso impossibilita que um grupo de pessoas analisem quais informações as outras pessoas estão vendo. Imaginem o que seria possível descobrir se construíssemos uma rede global de cidadãos interessados que quisessem doar dados sociais para a ciência.

Há pessoas muito inteligentes no mundo todo trabalhando nesses desafios, de salas de imprensa, sociedade civil, meio acadêmico, grupos ativistas. Alguns estão criando indicadores de credibilidade de conteúdo. Outros verificam fatos, para que declarações, vídeo e imagens falsas sejam ofuscados pelas plataformas.

A empresa não-lucrativa First Draft, está trabalhando com salas de imprensa em todo o mundo para ajudar a construir programas investigativos e colaborativos. E Danny Hills, um arquiteto de software, está projetando um novo sistema chamado “The Underlay”, que será um arquivo de todas as constatações públicas conectadas às suas fontes, para que as pessoas e os algoritmos possam julgar melhor o que é confiável. E educadores de todo o mundo estão testando técnicas diferentes de fazer com que as pessoas sejam mais críticas do conteúdo que consomem.

Acontece que diversas empresas estão desenvolvendo soluções diferentes para o mesmo problema, o sucesso acontece juntos, assim vamos reconstruir nosso acervo de informações.

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